sexta-feira, 5 de setembro de 2008

60 anos de luta e ainda dizem que isso é coisa de criança


Entidade dos secundaristas de São Paulo comemora sessenta anos de lutas. Em artigo para o Vermelho-SP, a jornalista Amira Abboud conta a história da UPES desde sua fundação até os dias de hoje e alerta: "Aos 60 anos, nós apenas começamos".
Ao digitar no Google “Brasil em 1948”, milhares de páginas apontam diversos acontecimentos de 1948 que marcaram parte da história do nosso país. Em janeiro, a lei federal no 211 cassou o mandato de todos os parlamentares comunistas, em julho Ernesto Geisel foi promovido a Tenente-coronel do Exército Brasileiro, ainda no mês de julho foi fundada a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em outubro, Cacilda Becker estréia no Teatro Brasileiro de Comédia em São Paulo. Nesse mesmo ano, o mundo todo direcionou seus olhares para Londres, que foi palco das Olimpíadas, após doze anos de interrupção devido à II Guerra Mundial.

Em meio a tantos acontecimentos noticiados nas páginas de grandes jornais, um fato registrado apenas pelo serviço secreto do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), reflete uma das maiores conquistas dos estudantes secundaristas do Estado de São Paulo: A Fundação da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES).

Há 60 anos, um grupo de secundaristas, idealistas e preocupados com os rumos da educação no Estado de São Paulo, realizaram entre os dias 26 e 29 de julho de 1948, a 1a Convenção dos Estudantes Secundários do Estado de São Paulo, espaço que serviu para que jovens estudantes de todo o Estado fundassem, a Associação dos Estudantes Secundários do Estado de São Paulo, que dois anos depois é rebatizada, e passa a chamar-se definitivamente de União Paulista dos Estudantes Secundaristas.

Araripe Serpa foi escolhido para presidir a entidade, João Pessoa Albuquerque, foi o primeiro vice-presidente da UPES, que naquele momento era composta ainda pelos estudantes: Nelson Guarnieri Lara, Geraldo Souza e Francisco Rocha Morel.

Pouco mais de um ano depois de sua fundação, em 29 de outubro de 1949, é realizado o Congresso Paulista dos Estudantes Secundários, na Escola Normal Caetano de Campos, que contou com a presença de cerca de 80 estudantes. Na ocasião, estudantes anticomunistas partem para agressões físicas, e o congresso teve que ser transferido para Associação dos Profissionais de Imprensa de São Paulo, na Rua da Consolação.

A UPES e o golpe miltar

Até 1964, a UPES teve importante atuação entre os estudantes, “A UPES na ocasião estava empenhada, por um lado, em organizar os estudantes em todo o Estado, através de seus grêmios e outras organizações similares; por outro, em conscientizar os estudantes da realidade brasileira, isto é, queríamos que os estudantes tomassem consciência das desigualdades e dos problemas sociais e econômicos vividos pelo país. Como todo o período se politizou muito, em seguida, a UPES passou a defender, junto com a UEE (União Estadual dos Estudantes universitários) e com vários sindicatos de trabalhadores, as reformas de base defendidas pelo governo Goulart, ou seja, reforma urbana,reforma agrária, reforma universitária, reforma da saúde. Essas atividades eram desenvolvidas através de um programa denominado UPES Volante, que viajou o estado inteiro, quando tive oportunidade de fazer palestras em inúmeros colégios” afirma José Álvaro Moisés, presidente da entidade eleito em 1963. No entanto, de acordo com Moisés, toda essa atuação cessou em 1964 com o golpe de Estado dado pelos militares brasileiros contra o governo constitucional do presidente João Goulart, do PTB.

Em 1967, clandestinamente, os estudantes voltam a se organizar no Estado de São Paulo e Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, conhecido apenas como Ribas, é eleito Presidente da UPES. Naquele momento, apesar de toda a repressão, os estudantes não recuavam e realizam diversas atividades, de acordo Fernando José Cardim de Carvalho, estudante e militante no Colégio CEDOM, o grande debate da época no movimento estudantil eram sobre a importância relativa dos objetivos nacionais, como o fim da ditadura, e das demandas específicas dos estudantes, como melhores condições de ensino. “Entre os militantes, havia um enorme companheirismo, gerado especialmente pelo sentimento compartilhado de que, de algum modo, estávamos fazendo história. Este sentimento é muito marcante e permanece com você para sempre. A idéia de que nós estávamos lá, que 1968 não é algo de que ouvimos falar, mas algo que nós fizemos, certo ou errado” declarou Carvalho.

Carvalho, afirmou ainda que, esse foi um período em que muitos erros foram cometidos, que custaram a vida de muitos companheiros em sua juventude. Esse é o caso, de Ribas, então Presidente da UPES, preso ainda durante sua gestão, no Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) em Ibiúna. Após sair da prisão, Ribas entrou na clandestinidade, mudou-se para o Rio de Janeiro, e pouco depois tornou-se guerrilheiro na região do Araguaia, onde, foi assassinado pelos militares.

Com o afastamento de Ribas, foi realizado ainda em 1968, um novo congresso da UPES, onde Marcos Palácios foi eleito novo presidente da entidade, no entanto, com o aumento da repressão, a UPES foi obrigada mais uma vez a cessar suas atividades.

A UPES é reconstruída

Década de 80, início do processo de abertura política no país. O ano de 1982 foi marcado pela reconstrução UPES. Com a participação de 46.700 estudantes, Henrique Soares Carneiro, foi eleito Presidente da entidade, que pela primeira vez elegeu seus dirigentes por meio de eleições diretas. Foi ainda na década de 80 que a UPES teve sua primeira Presidenta.

A UPES na década de 90

Passando por problemas estruturais, mais uma vez a UPES passa por um período difícil na primeira metade da década de 90, até que em 1996, o município de Mauá, na região do grande ABC, é palco de mais um Congresso de reconstrução.

João Eduardo Gaspar é eleito Presidente, a UPES conquista uma sede na Vergueiro, e mais uma vez, se posiciona em defesa da educação e dos estudantes paulistas. Com o slogan “Nós Apenas Começamos”, é eleito Presidente da entidade em 1998, em Indaiatuba, interior do Estado, o estudante Emerson Martins, reeleito em 1999 em Marília, para mais uma gestão.

A UPES na mudança de século

Ano 2000, enquanto muitos dizem que a juventude do novo século é apática e despolitizada, os secundaristas do Estado de São Paulo, mostram que não brincam em trabalho.

A UPES do século XXI acumula a cada dia mais gás e disposição. “Apesar de todos que tentaram calar a voz dos estudantes, a UPES sempre conseguiu achar uma nova maneira de superar os desafios colocados. Quando olhamos para a história da entidade, notamos que a luta e a garra de milhares de estudantes valeu a pena, e quando cada um de nós, atuais dirigentes da UPES, acordamos e iniciamos mais um dia de luta, vislumbramos que a perspectiva de construção de um sonho ainda vive”, afirma Arthur Herculano, atual presidente da UPES.
Em 60 anos, apesar das dificuldades enfrentadas, a UPES acumula vitórias em todo o Estado de São Paulo, e hoje, mais do que nunca, comemora, afinal são 60 anos de lutas.

Aos 60 anos, nós apenas começamos!!!

Amira Abboud Pompêo de Camargo, jornalista e responsável pelo projeto de Memória da UPES

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Mudar a política para mudar São Paulo!







Há muito tempo os ventos que circulam o maior e principal estado do Brasil nos traz medo, censura e repressão. E tenta esconder um povo miscigenado e alegre que luta para que São Paulo volte a crescer e seja novamente o propulsor do desenvolvimento do Brasil.

Somos estudantes, professores, trabalhadores do campo e da cidade, protagonistas e herdeiros de uma geração de resistência construindo o movimento para mudarmos os rumos dos ventos, mostrando assim a característica mais humana do povo que constrói o desenvolvimento de nosso estado.

Desde 1996 com a implementação do Programa de Desestatização (que visa à privatização de todo setor público), vivemos com a ameaça da privatização. Não aceitaremos que vendam o que pertence ao povo paulista, como fizeram com a Cosipa (Companhia Siderúrgica Paulista), Eletropaulo e Banespa, entre outras, que essa política neoliberal entregou e hoje quer dar de mãos beijadas para empresas internacionais.

À frente desse projeto de desenvolvimento, estão aqueles que cansaram. Setores entreguistas que querem menos Estado mais Mercado e preferem que São Paulo seja dirigida pelo capital estrangeiro. Não é esse desenvolvimento que queremos ver. Queremos o fortalecimento do Estado no centro desse projeto, sendo responsável por políticas públicas que resolvam os problemas da sociedade paulista.

Serra e Kassab querem nos empurrar garganta a baixo seu projeto de desenvolvimento. Não nos dão direito de resposta, como fizeram durante a campanha contra a privatização do Metrô, demitindo mais de sessenta funcionários, nas passeatas contra o aumento da tarifa do ônibus, e batendo nos estudantes que se levantaram para garantir a autonomia da universidade pública e o aumento do investimento para educação. Passando de seus limites, mandou a sua Tropa de Choque invadir a Faculdade de Direito do Largo São Francisco e outras instituições de ensino, atitude que nem nos anos de chumbo da ditadura foi tomada. Ao invés de dialogar com os movimentos sociais, tenta nos calar e nos criminaliza para tentar impedir o nosso grito de mudança.

Queremos uma escola que não pareça com as Febem´s; queremos a nossa escola verdadeiramente aberta para a comunidade, com a participação da comunidade na decisão de seus rumos. Queremos nossa escola fortalecida, com mais investimento e qualidade, sendo acessível para todos. Não basta mudar o nome da FEBEM, é preciso investir na juventude paulista, hoje! Criminalizar a juventude excluída não é saída para os problemas estruturais por que o estado de São Paulo passa.

Queremos a universidade pública como pilar desse projeto, com ampliação dos seus campi e vagas, garantindo subsídios para pesquisa, ultrapassar os seus muros, tendo intersecção com as problemáticas do povo paulista. Queremos uma universidade pública democrática, autônoma, com investimento que garanta profundas mudanças em São Paulo.

Este é um ano que chama os estudantes para muita luta e organização. Devemos fortalecer esse espaço que reúne amplos movimentos sociais para a construção de um calendário unificado de lutas.
A luta de protagonistas e herdeiros da resistência paulista é a força motriz desse movimento que, não se cansa, que acredita que é possível mudar os rumos dos ventos para construir uma São Paulo mais humana, mais igualitária que reflita as esperanças de seu povo !

União Estadual dos Estudantes de São Paulo
União Paulista dos Estudantes Secundaristas

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Mrs. Burnnes Quer Privatizar a CESP


Mais uma vez o Governo Serra ataca o patrimônio do povo paulista
Foi Marcado para o dia 26 de Fevereiro o leilão da privatização da Companhia de distribuirão de Energia do estado de São Paulo (CESP).
A CESP é Responsável por mais de 80 %, da Energia de São Paulo, e por 10% do País.

No Dia 22 a União Paulista dos Estudantes Secundarista, participou da Reunião em conjunto dos movimentos sociais na sede da APEOESP, que Garantem.
Não deixaremos que José Serra leve a Cabo seus projetos entreguistas, que afetam direto na vida dos Trabalhadores e Trabalhadoras de nosso País . Assim foi a Fala de Arhur Herculano Presidente da UPES.


Na Reunião foi levantada as grandes questões sobre a Privatização, como Por Exemplo a maior privatização realizada após a era FHC, e a intenção de realizar mais 18 privatizações das Estatais Paulistas, tendo o próximo alvo a SABESP e outras mais estatais .


As Entidades Agendaram para o dia 29 de Fevereiro, um ato Unificado dos movimentos Sociais, em defesa do Funcionalismo Publico e contra a Privatização da CESP.

Nós do movimento Estudantil, Sempre tivemos a Frente nas Lutas contra as Injustiças cometidas a nossa Nação. Como o enfrentamento a ditadura militar, as Grandes manifestações pelas Diretas já, as mobilizações pelo Fora Collor e o direito do voto aos 16 anos.
E Mais uma vez o desafio nos está dado, no Dia 29 de Fevereiro, participaremos do Ato com os Movimentos Sociais no Palácio dos Bandeirantes, para denunciar a toda a população que não iremos ficar Calados perante um abuso Tão imensurável.

Organizaremos nossa Jornada de Lutas no dia 26 de Março, e impediremos com todas as nossas forças, que o Governo Serra entregue aos grandes Capitalistas um patrimônio de nossa nação.

Vamos todos Lutar contra a Privatização da CESP
O Ato Será realizado na sexta Feira do dia 29
As 14:00 horas, enfrente ao Palácio dos Bandeirantes

Mais Informações entre em contato com:
upessp@gmail.com
Tel : (11) 5084-2127 UPES




Ismael Mota
Coordenador Estadual do Coletivo Secundarista da UJS/SP

Agora é Blog


Estamos convidando toda a galera pra entrar nesse blog.


Divulgue na sua UMES , grêmio e núcleo.


vamos fazer desse espaço um grande instrumento de debate.


Estamos prestando também uma singela homenagem ao nosso eterno presidente Antônio Ribas, morto em combate nas selvas do araguaia.




Saudações Socialistas




Ismael Mota


coordenador estadual do coletivo secundarista da UJS/SP